Como o Irã usa bloqueios marítimos para estrangular a economia do Ocidente?
Dê de presentePrefira a Gazeta no GoogleNavio petroleiro atravessa o Estreito de Ormuz. (Foto: Ali Haider/EFE/EPA)O Irã utiliza o bloqueio de rotas comerciais, como os estreitos de Ormuz e Bab El-Mandeb, como arma de terrorismo econômico. Essas ações, intensificadas na guerra com Israel e EUA, violam leis internacionais e ameaçam o fornecimento global de petróleo e bens de consumo em 2026.
As rotas críticas são o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, e o Estreito de Bab El-Mandeb, no Mar Vermelho. Bab El-Mandeb é o portão de entrada para o Canal de Suez, servindo como caminho para 30% do comércio global de contêineres. O Irã já bloqueou Ormuz e agora ameaça fechar totalmente a rota do Mar Vermelho usando drones e mísseis lançados por aliados rebeldes.
Quando o Irã ou seus aliados atacam navios, as empresas de transporte precisam mudar a rota para contornar o continente africano. Isso aumenta o tempo de viagem em até três semanas e eleva os custos com combustível e seguros. O resultado é o encarecimento de mercadorias no mundo todo e a disparada do preço do petróleo, que chegou a atingir US$ 117 por barril durante o auge da crise atual.
Essas ações desafiam o princípio fundamental da livre navegação, garantido pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Analistas alertam que o Irã está abrindo um precedente perigoso: se cada país decidir cobrar 'pedágios' ou fechar estreitos por vontade própria, o comércio marítimo internacional entrará em colapso. É uma subversão das regras globais semelhante ao que a Rússia fez ao invadir a Ucrânia.
Os Houthis são um grupo rebelde do Iêmen apoiado pelo Irã e fazem parte do chamado 'Eixo da Resistência'. Eles utilizam tecnologia de baixo custo, como drones marítimos e mísseis antinavio, para atacar embarcações civis. Esses ataques permitem que grupos menores desafiem marinhas poderosas das potências ocidentais, paralisando o tráfego comercial em pontos estratégicos de difícil defesa.
A instabilidade nas rotas marítimas afeta diretamente o Brasil, que depende dessas cadeias logísticas para comprar combustíveis e exportar produtos do agronegócio. O Fundo Monetário Internacional (FMI) já prevê uma queda no PIB mundial devido a esses bloqueios. Em um cenário pessimista para 2026, o crescimento global pode cair drasticamente, levando nações economicamente mais frágeis a uma situação desesperadora.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
Terrorismo econômico além de Ormuz: a outra rota que o Irã usa para estrangular o OcidenteDeixe sua opinião
EnviarPrincipais ManchetesFlávio intensifica discurso religioso para consolidar apoio da base evangélicaNova pesquisa mostra apoio limitado à liberdade de expressão no BrasilQuem é atraído pela exibição inédita de relíquias de São Francisco em Roma?A derrota final da resolução abortista do ConandaTudo sobre:
EUA - Estados UnidosIrãIsraelTerrorismoWashingtonReceba nossas notícias NO CELULAR
WhatsappTelegramWHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.